No meio das pernas,
no meio do lixo,
no meio das prédios,
no meio do tédio,
no meio do meio,
no meio do teu seio,
no meio do seu lenço,
no meio d´agua,
no meio da frase,
no meio da lapide,
no meio da massagem,
no meio da linhagem,
no meio do universo,
no meio da dúvida,
no meios das notas,
no meio das cordas,
no meio dos dedos,
no meio das unhas,
no meio do dia,
no meio da noite,
no meio do ano,
no meio do milenio,
no meio do século,
no meio do calado,
no meio do pálido,
no meio da idade,
no meio da maior-idade,
no meio da boca,
no meio do dente,
no meio da língua.
no meio da face,
no meio dos olhos,
no meio do ouvido,
no meio do nada,
no meio de tudo,
no meio vida,
no meio brasileiro,
no meio da vagina,
no meio do quarto,
no meio do calor,
no meio do amor,
no meio da rima,
no meio da marca,
no meio do eco,
no meio do refrão,
no meio de um corpo,
no meio de um coração
no meio de uma vontade,
no meio poesia,
nasce alguém.
sábado, 23 de outubro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
sábado, 16 de outubro de 2010
Até

Até quando vou ficar preso?
Aqui nesse lugar,
Sem ter alguém comigo,
Sem descobrir nada,
Quanto tempo vou ficar aqui me fotografando?
Até quando?
Vou ficar sozinho,
Cheirando a consolo,
Até quando?
Estou esperando alguém me comprar,
O preso é barato,
Eu tenho meus cuidados é claro,
Gosto de banho quente,
E de café de manha,
E de dormir de tarde,
E de escrever na madrugada,
E de escrever depois dessas atividades,
E de pintar,
E de algumas coisas mais,
Vou fingir alguma coisa.
Jonas Jonhis
terça-feira, 12 de outubro de 2010
MIM
Porta de retratos

Fazem segundos,anos,meses,minutos,metros,centímetros,
Algumas medidas a toa ,
Vejo seu rosto andando com pessoas nas ruas,
Vejo seu rosto pichado no muro,
Vejo seu rosto em dias de esquecimento,
Vejo a foto que não tenho,
Vejo com os olhos fechados,
Que mania de aparecer sem bater na porta,
Em tempos de me debruçar,
Em tempos de cansaço,
Eu queria falar pra você...
Que estou estranho e flácido,
Estou do mesmo jeito,você sabe,
Mas eu nem ligo pra sua resposta,
Afinal não sei quem é você,
Você se perdeu no tempo,
É alguém ai,
Qualquer dia te encontro em algum piso,
Em alguma areia,
Em alguns ,
segundos,anos,meses,minutos,metros,centímetros,
Perdidos,muito perdidos...,
até gosto de outra pessoa,
Ela é bonita e gosta de dançar,inteligente,e não me acha nada atraente,
Gosta de fotografia,
Mas não tem uma foto minha,
Tem uma breve lembrança
De alguma piada idiota,
Igual aquelas que contava ,nos dias de chuva.
Afinal sinto sua falta no meu porta-retrato.
Jonas Jonhis
domingo, 10 de outubro de 2010
A,Há.
As vezes minha poesia nasce no canto,
Bem no canto da noite,
Gritando pra sair,
E eu lerdo e burro,
Espero o teclado falar por mim,
Coisa de fundamentalismo,
Coisa de quem não sabe falar,
As vezes as palavras me sopram aos ouvidos,
E só depois ao decorrer da lerdeza eu acordo,
Digo que estou vivo,
Estou encostado em algo estranho,
Ouço coisas oriundas do covarde,
Sei que toda poesia tem algo assim,
Algo entalado,
Que coisa ,
Gosto de estar aqui para falar minhas coisas,
As vezes penso o dia inteiro,
Olho os homens caminhando,
Olho os sentidos ,
Olho as placas ,
Placas tristes e sujas,
Quero voltar ao tempo em que eu brincava de bonecos,
Na verdade quero escrever algo que faça as pessoas bem,
Algo reto,
Como uma placa,
Troco todo meu diálogo, por um bocado de palavras, que faça o mais doentio homem chorar.
Que chore e escoe todo o ódio,
A coisa não é fácil confesso,
Ainda estou aprendendo,
Eu estudo da melhor maneira,
Faço as lições de casa,
Questiono bastante,
Sou frágil,
Sou barrigudo,
E tenho bastante canetas,
Isso deve ajudar,
Deve ser difícil ,
Afinal não sou formando ainda,
Não tenho uma perfeição em minha mente,muito menos nas mãos,
Não sei fazer uma bela sinfonia,
Nem nunca tive um salão para mim,
Sei tenho apenas 16 anos,
sei que sou brega e uso uma meia de cada cor,
sei que todo mundo com 17 faz poeminhas,
Me de licença Paulo,
Com todo respeito ,tenho 16,
Mas pretendo escrever bastante,
Vejo que eu gosto,
Vejo que tento,
Alguém gosta,
Alguém ,meu primo,meu amigo Giovane,e outros...
Não tenho certeza se gostam.
Jonas Jonhis
Bem no canto da noite,
Gritando pra sair,
E eu lerdo e burro,
Espero o teclado falar por mim,
Coisa de fundamentalismo,
Coisa de quem não sabe falar,
As vezes as palavras me sopram aos ouvidos,
E só depois ao decorrer da lerdeza eu acordo,
Digo que estou vivo,
Estou encostado em algo estranho,
Ouço coisas oriundas do covarde,
Sei que toda poesia tem algo assim,
Algo entalado,
Que coisa ,
Gosto de estar aqui para falar minhas coisas,
As vezes penso o dia inteiro,
Olho os homens caminhando,
Olho os sentidos ,
Olho as placas ,
Placas tristes e sujas,
Quero voltar ao tempo em que eu brincava de bonecos,
Na verdade quero escrever algo que faça as pessoas bem,
Algo reto,
Como uma placa,
Troco todo meu diálogo, por um bocado de palavras, que faça o mais doentio homem chorar.
Que chore e escoe todo o ódio,
A coisa não é fácil confesso,
Ainda estou aprendendo,
Eu estudo da melhor maneira,
Faço as lições de casa,
Questiono bastante,
Sou frágil,
Sou barrigudo,
E tenho bastante canetas,
Isso deve ajudar,
Deve ser difícil ,
Afinal não sou formando ainda,
Não tenho uma perfeição em minha mente,muito menos nas mãos,
Não sei fazer uma bela sinfonia,
Nem nunca tive um salão para mim,
Sei tenho apenas 16 anos,
sei que sou brega e uso uma meia de cada cor,
sei que todo mundo com 17 faz poeminhas,
Me de licença Paulo,
Com todo respeito ,tenho 16,
Mas pretendo escrever bastante,
Vejo que eu gosto,
Vejo que tento,
Alguém gosta,
Alguém ,meu primo,meu amigo Giovane,e outros...
Não tenho certeza se gostam.
Jonas Jonhis
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