segunda-feira, 21 de maio de 2012

Esgoto em si e dó

Olhos fundos como a de alguma poça de sangue sua vida se impõe não engana está fraca, a fonte da vida seca em cada final de frase, Afia a faca bem no meio de sua testa, tetas para o conhecimento, passa as mãos rasas no fogo, seu peito só aquece quando o próprio fogo lhe chama, seu rosto eu vejo de traz, anoto cada fisgada da boca, cada tentativa de entreter a mente, cada ilusão que nutre em cada afirmação, a subida da escada do abismo emociona quem tanto ri do sofrimento, Eu sei que por de trás desse fios de cabelos grossos feito náilon, há uma careca de mostrar dó, uma careca triste encara, soca a coragem, quem ganha você sabe quem é, Cuidado alunos vocês podem colaborar para incêndio , não vêm que ela se equilibra na ponta do alfinete, não vêm que ela se equilibra de cabeça na ponta da faca, miseráveis não devem merecer nem o ódio apenas o desprezo de vossa própria filosofia, Merecem ficar presos em cada humor negro que vem do seu próprio intestino preso, merecem ficar com olhos abertos vendo a morte da infartada moral. Volto a lembrar dos olhos fundos como esgoto do universo trasborda tanto sofrimento, cansaço de ver o corpo em preto podre nanquim que chega na alma, navalha que corre nas veias e corta os braços, aos poucos a tua leitura vai ficando aflita como o coração de uma mãe que vê o filho não voltar, rolha que impede o respirar dos poros que abafa o corpo deixando-o cada vez mais morto, sua pele se desfaz em pó, sua maldade não suporta a carne viva. Viver aqui é só a transição do corpo em adubo, viver aqui é só para quem visita com flores, Ela pisa de leve no chão que de tempo se fez frio, ela pisa de longe em uma outra realidade que talvez tua consciência não julgue como real, talvez tudo pareça a viagem que se faz em sonho, não quer voltar para cama e deixar a juventude se repetir como se faz sempre, deixe eles imitar seus pais para apagar um futuro melhor a seus filhos, deixe eles com seus celulares que buzinam alto no tom de nojeiras que escorrem na boca, não suje sua mão tentando limpar, essa secreção irá ser o cérebro deles portando deixe fermentar, bem condimentadas com essas coisas que contem álcool e nicotina. Deixe os jovens achar que são a voz da foça de ouro, deixe eles se empilharem no chão como as calçadas postas aqui, vire de costas , eles vão mijar no muro depois te darão a mão para cumprimentar, normal,normativos são placebos nesse caso,apenas funciona aos garotos sem bolas. Sua sobrancelha rasa não bate mais as asas ao se expressar, não tenha pressa apenas seja você, A multidão vê seu dissolver, suas roupas tentam ser modernas apenas mordem a critica juvenil, suas mãos tentam virar esqueleto, seu nariz aponta a entrar no crânio, sua boca seca como o céu do inferno, já da para ver o calculo feito para cair rápido ao chão. O velório foi aqui frente a tantos diabos felizes, fertilidade regada a mijo.