terça-feira, 12 de outubro de 2010

Porta de retratos


Fazem segundos,anos,meses,minutos,metros,centímetros,
Algumas medidas a toa ,
Vejo seu rosto andando com pessoas nas ruas,
Vejo seu rosto pichado no muro,
Vejo seu rosto em dias de esquecimento,
Vejo a foto que não tenho,
Vejo com os olhos fechados,
Que mania de aparecer sem bater na porta,
Em tempos de me debruçar,
Em tempos de cansaço,
Eu queria falar pra você...
Que estou estranho e flácido,
Estou do mesmo jeito,você sabe,
Mas eu nem ligo pra sua resposta,
Afinal não sei quem é você,
Você se perdeu no tempo,
É alguém ai,
Qualquer dia te encontro em algum piso,
Em alguma areia,
Em alguns ,
segundos,anos,meses,minutos,metros,centímetros,
Perdidos,muito perdidos...,
até gosto de outra pessoa,
Ela é bonita e gosta de dançar,inteligente,e não me acha nada atraente,
Gosta de fotografia,
Mas não tem uma foto minha,
Tem uma breve lembrança
De alguma piada idiota,
Igual aquelas que contava ,nos dias de chuva.
Afinal sinto sua falta no meu porta-retrato.

Jonas Jonhis

domingo, 10 de outubro de 2010

A,Há.

As vezes minha poesia nasce no canto,
Bem no canto da noite,
Gritando pra sair,
E eu lerdo e burro,
Espero o teclado falar por mim,
Coisa de fundamentalismo,
Coisa de quem não sabe falar,
As vezes as palavras me sopram aos ouvidos,
E só depois ao decorrer da lerdeza eu acordo,
Digo que estou vivo,
Estou encostado em algo estranho,
Ouço coisas oriundas do covarde,
Sei que toda poesia tem algo assim,
Algo entalado,
Que coisa ,
Gosto de estar aqui para falar minhas coisas,
As vezes penso o dia inteiro,
Olho os homens caminhando,
Olho os sentidos ,
Olho as placas ,
Placas tristes e sujas,
Quero voltar ao tempo em que eu brincava de bonecos,
Na verdade quero escrever algo que faça as pessoas bem,
Algo reto,
Como uma placa,
Troco todo meu diálogo, por um bocado de palavras, que faça o mais doentio homem chorar.
Que chore e escoe todo o ódio,
A coisa não é fácil confesso,
Ainda estou aprendendo,
Eu estudo da melhor maneira,
Faço as lições de casa,
Questiono bastante,
Sou frágil,
Sou barrigudo,
E tenho bastante canetas,
Isso deve ajudar,
Deve ser difícil ,
Afinal não sou formando ainda,
Não tenho uma perfeição em minha mente,muito menos nas mãos,
Não sei fazer uma bela sinfonia,
Nem nunca tive um salão para mim,
Sei tenho apenas 16 anos,
sei que sou brega e uso uma meia de cada cor,
sei que todo mundo com 17 faz poeminhas,
Me de licença Paulo,
Com todo respeito ,tenho 16,
Mas pretendo escrever bastante,
Vejo que eu gosto,
Vejo que tento,
Alguém gosta,
Alguém ,meu primo,meu amigo Giovane,e outros...
Não tenho certeza se gostam.

Jonas Jonhis

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Couwração


Olá amigos,
Olá
Olha,
Quanta gente reunida,
Quanta merda em cena,
Que cena EIM,
Que pena,
Era bonito ver os lindos reflexos do mar,
Dor de ver o mar,
Eu não queria falar do mar,
Queria falar do coração,
Que merda,
O coração não sente nada,
Ele é um órgão,
Que droga de paixão nada,
Ele não sente nada,
A sei lá,
Não fiquem brava meninas,

Para me desculpar, vou ser bonitinho.

Olhem as águas d´ouro,
Brilham com vossos olhos,
Como vosso cabelo louro,
Que tenho vontade de furar o couro,
Que feio,
Não ,não,
Putz
Ficou pior assim,
As garotas não vão achar legal
Putz,
Que feio, eu sou um cara legal,
Todos me entendem,
Todos os olhos me vêem.
Que legal,
Agora meu nariz vai crescer.

Coração,
Se tens vida,
Me beije,
Ooohh,
Me beije,
Ohhh,la chica,
Mierdah.

Coração
Me perdoe,
Eu te amo,
Mas não sei se tu me amas.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

01:36


Hoje falei muito,
Hoje eu conversei com meu amigo,
Hoje fiquei estranho,
Fiquei nervoso,
Hoje e ontem eu gostei,
Hoje tem coisa legal pra contar,
Hoje estou sozinho
Agora ,
Escrevendo com vontade,
Agora,
To me coçando,
Que droga de mosquito,
Incomoda,
Que grau,
De idiotice,
Narrar os segundos,
Que grau,
Que mau,
Quanta babaquice,
Quanta,quanta,quanta,
Não gosto de parar de ler,
Eu vou ficar por aqui,
Escrevendo,
Pensando,
Parei de ler,
Eu gosto mesmo é de sentar aqui , escrever e pensar,
Eu amo tudo isso,
Eu odeio dizer isso,
Parece coisa pronta,
É bom mostrar o seu selo,
Fui,.,,

Flores ou chocolate?


Quantas flores,
Quantas manchas no seu olhar,
Quantas marcas na sua cara,
Quanta sujeira na sua mente,
Quanto medo de se jogar no chão,
Sinta o frio que toca as suas costas,
As mesmas costas que carrega o medo.

Quantos dedos tem aqui?
Consegue contar?
Vamos então?


Quantas flores,
e nenhum jardineiro,
Quantas flores ,
E nenhuma criança para arrancar e até presentear,
Que coisa chata,
Mas não chore,
Se empolgue e abrace alguém,
Alguém ai,
Tem alguém
Se não ...
Desenhe alguém,
Faça um boneco de papelão,
Ou outra coisa.
Isso não é engraçado se você estiver rindo,
Pense no seu amigo que chora agora,
Ele não é feliz,
Fazer o que alguém tem que fazer piadas,
Alguém tem que ser o bonito,
Alguém tem que sair em revista,
Não quero citar nomes certo?,
Fazer o que?
Vai comer chocolate,
Falaram que é bom,
O Tim falou ,
É que não pode falar nome completo de famoso.




Jonas dos Santos 2010

sexta-feira, 2 de julho de 2010


Todos os sentidos ocupados,
Frescura de dia assim,
Todos os sabores ocupados,
Todos o dias nublados,
Toda manhã assim,
Uma forma bonita,
Uma frase imperfeita,
Más uma flor artificial,
Uma mania,
Um exercício maternal,
Cuidar dos seus olhos,
Que cruzem cada vez mais com os meus,
Assim,
Eu me transporto nos teus sonhos,
Nas suas caraminholas,
Nas suas besteirinhas,
Que eu sou capaz de segurar,
Para ver seus belos dentes,
Em forma semi –aberta.
Quanta frescura,
Não sei como escrevi isso.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Levantando-c

Oi acordei de novo,
É porque esse dias de moda,
Agente escreve errado sabe,
Agente sente o dedo com cérebro,
E porque é tanta gente falando errado,
Que você pensa que está louco,
Mas na verdade,
Está perto da verdade,
Sabe ,o Leonn
Ele acertou,
Só errou em dizer,
Que eu seria um bom filósofo,
Errou feio,
Não sei ler,
Não sei escrever,
Não sei de nada,
Sei reclamar,
E fazer porcarias virar nuvens,
Nuvens
Nuvens ,
E outra coisa,
Tenho preguiça de ler...
E coloco sempre esse circulo, em minhas poesias,que no fundo os outros acham,bregas,e não modernas,e não sociáveis,e sem forma,uma merda em um buraco qualquer,como nos tempos medievais,certo então?
Mas como achar uma solução,
Como achar uma receita em me transformar.
Parei.

Jonas dos Santos,2010