segunda-feira, 31 de maio de 2010

Escrevendo...................................................................

Vou digitando no teclado,
escrevendo e entendendo,
imprimindo,
O estado de morbidez,
Calma é uma ação inexistente,
impressionante ,
a forma,
a referência,
é como se meus olhos dilatassem,
e meu cérebro,
e meu cérebro,
e eu cérebro,
gaguejo,
gaguejo,
gaguejo,gaguejo.

Escrevo aqui agora,
escrevi ,
já se passou a linhas,
já separou as frases,
Estou digitando,
Sem vontade de parar.

Caixa marrom


Vou arquivar,
Talvez, seja a maneira de dizer,
Olá humanidade,
Eu não sou um inquilino da multidão.

Vou pensando,
Vou escrevendo,
De forma inconsciente,
Acho pelo menos,
Talvez é uma dúvida,
Vou ditando e aceitando,
Uma verdadeira, maquina de escrever,
Não sei se formal,
Com todas capacidades de botões,
E riquezas etimológicas,
Minha vida é meu arquivo,
Uma caixa marrom,
Daquelas, que você abre sem medo,
Com agitação cardíaca,
Com molejo do animo,
Como se fosse ejetado o vermelho,
O regente do samba,
Pela boca.

Mas quando abre tem um misto,
Vou parar de mentir,
Não tenho nada de lâmpada,
Só uma faísca de clara,
Eu nem vejo,
Vou pensando,pensando,
E vou rabiscando,
Como se fosse lido no futuro,
Por algum gênio da literatura,
Eu sei que não,
E ai eu abordo,
Um tema chato,
De ter em um poema,
De um jovem de 16 anos,
Eu escrevo para arquivar,
Choro seco,
A filosofia fraca, a pausa pensante,
O stop a mão na face do irracional,
Por uns segundos ,
Eu paro,
Sinto sono,
E não sei parar de escrever,
É como o oxigênio,
Que me nutre,
É como idéias lindas,
E absurdas que me alimentam.

No fundo tudo se acaba
E o rio seca,
Eu só falo besteira,
Quando é hora de dormir.

domingo, 30 de maio de 2010

Pedido doentio

Se eu pudesse,
Eu nadaria o dia inteiro,
Os oceanos amorosos,
Sentindo seu corpo,
Como um apreciador de vinho burguês,
Se eu pudesse,
Tiraria minha alma do bueiro,
E me afundaria,
No concreto da sua beleza.

Se eu pudesse vomitaria,
Tudo aquilo que me corrói,
E penetraria no sonho mais europeu,
Quem sabe eu abriria meu coração,
Para uma rainha austríaca.

Eu não vejo o glamour,
Das garotas Embonecadas,
Eu vejo o ódio,
Com receio de ser negado.

Eu sei que eu tenho vocação,
Para criticar,
Mas também sei,
que o amor,
É a energia da esquizofrenia.

Jonas dos Santos Munhoz.2010

Tiro sem fio

O tiro acerta no peito calado ,
O choro acorda,
A face pálida,desesperado,
O pesadelos do dias inteiros,
A vida passa em horas rasas,
Os olhos abrem diante da inexistência ,
e o gosto da saliva amarga da incompreensão,
Traz o tiro sem fio.

Jonas dos santos Munhoz,2010

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Enfiar na tomada

Pausa população,
Acorda,chora,
Para com essa má-criação,
Vomite na besta-fera,
Abra a cachola,
E pisoteei algo dentro.

A criançada pede para parar,
Está tal ciência,
A juventude,
Só esquece de cheirar
a tal inteligência,
os pós-maturos,
Berram para as mamas,
Para querer filosofar,
O berro só erra,
Quando a flecha,
Acerta a cabeça dos irracionais.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Para falar que sou poeta.

Eu sei que covarde ,
É o sobrenome preferido,
Pra aquele, que não sabe aventurar.

Eu sei que amoroso,
É o sobre nome preferido,
Para aquele, que não sabe odiar.

E sei também que o sol nasce,
Quando agente menos espera,
E o choro, de não ter um amor,
É quando agente se desespera.

Jonas Jonhis

Verme,no país das fedidas urinas.

Eu sou um desses vermes que se enfiam nas dobras do concreto,das paredes do banheiro,o cheiro da urina,que deixa brilhante o chão,não me incomoda mais,o verdadeiro odor é aquele que deprime minhas ações ,não posso pensar no agora,porque estou mofando nesse podre banheiro que tem vasos sujos e portas cinzas e velhas, e pichadas de caneta azul,acho que aqui se compara com a sala de aula todos com seus cheiros exalados pelos seus poros mentais.A professora de Biologia,Química,Física,não me explicou,que a verdadeira razão de aprender é errar ,mas o que adianta ,eu estou aqui no banheiro,chorando sobre o vaso,que á mesa de jantar dos deprimidos,que me sustenta, mais do que minha razão,que viver,sempre chutando,sempre segurando a maçaneta da incompreensão,que é também a ultima e única forma de tornar as minhas palavras, o centro dos objetos.
Devia abraçar alguém,ao em vez de chorar,sobre o tampa plástica da cerâmica. Que texto mais estranho esse,escrevo,como poesia,esse é o fato pelo qual não paro de escrever, a caneta segurada na mão ,que força estranha é como um cabide que segura minhas emoções está minha dor de estômago,já não sei mais,sumiu,até por um lado isso é bom,quando me sinto mal,escrevo assim,e agora o verme tem coragem, de sair do banheiro, e voar rasgando sobre cabeça-de-gente.
Olá ,queridas pessoas iguais,eu sou a traça do tempo,passo os tempos aqui,acho que ainda não tenho coragem de enfrentar eu mesmo,que piedosa é alma de alguém divida em duas partes ,que sempre balança o peito sem dó.Que coisa estranha ,não eu leitor,isso já deves saber ,eu digo que é estranho ,como passo todo o momento,querendo me mostrar,me propagar,ser publicidade, dos dias podres.
Sou tão covarde que paro as palavras aqui,sem medo de ser taxado de ser texto horrível,já me calejei de comentários fúteis,que me enfiam cada vez mais nos canos da privada desse banheiro mudo e acolhedor.


Jonas dos Santos Munhoz,2010 .