
Vou arquivar,
Talvez, seja a maneira de dizer,
Olá humanidade,
Eu não sou um inquilino da multidão.
Vou pensando,
Vou escrevendo,
De forma inconsciente,
Acho pelo menos,
Talvez é uma dúvida,
Vou ditando e aceitando,
Uma verdadeira, maquina de escrever,
Não sei se formal,
Com todas capacidades de botões,
E riquezas etimológicas,
Minha vida é meu arquivo,
Uma caixa marrom,
Daquelas, que você abre sem medo,
Com agitação cardíaca,
Com molejo do animo,
Como se fosse ejetado o vermelho,
O regente do samba,
Pela boca.
Mas quando abre tem um misto,
Vou parar de mentir,
Não tenho nada de lâmpada,
Só uma faísca de clara,
Eu nem vejo,
Vou pensando,pensando,
E vou rabiscando,
Como se fosse lido no futuro,
Por algum gênio da literatura,
Eu sei que não,
E ai eu abordo,
Um tema chato,
De ter em um poema,
De um jovem de 16 anos,
Eu escrevo para arquivar,
Choro seco,
A filosofia fraca, a pausa pensante,
O stop a mão na face do irracional,
Por uns segundos ,
Eu paro,
Sinto sono,
E não sei parar de escrever,
É como o oxigênio,
Que me nutre,
É como idéias lindas,
E absurdas que me alimentam.
No fundo tudo se acaba
E o rio seca,
Eu só falo besteira,
Quando é hora de dormir.
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