domingo, 10 de outubro de 2010

A,Há.

As vezes minha poesia nasce no canto,
Bem no canto da noite,
Gritando pra sair,
E eu lerdo e burro,
Espero o teclado falar por mim,
Coisa de fundamentalismo,
Coisa de quem não sabe falar,
As vezes as palavras me sopram aos ouvidos,
E só depois ao decorrer da lerdeza eu acordo,
Digo que estou vivo,
Estou encostado em algo estranho,
Ouço coisas oriundas do covarde,
Sei que toda poesia tem algo assim,
Algo entalado,
Que coisa ,
Gosto de estar aqui para falar minhas coisas,
As vezes penso o dia inteiro,
Olho os homens caminhando,
Olho os sentidos ,
Olho as placas ,
Placas tristes e sujas,
Quero voltar ao tempo em que eu brincava de bonecos,
Na verdade quero escrever algo que faça as pessoas bem,
Algo reto,
Como uma placa,
Troco todo meu diálogo, por um bocado de palavras, que faça o mais doentio homem chorar.
Que chore e escoe todo o ódio,
A coisa não é fácil confesso,
Ainda estou aprendendo,
Eu estudo da melhor maneira,
Faço as lições de casa,
Questiono bastante,
Sou frágil,
Sou barrigudo,
E tenho bastante canetas,
Isso deve ajudar,
Deve ser difícil ,
Afinal não sou formando ainda,
Não tenho uma perfeição em minha mente,muito menos nas mãos,
Não sei fazer uma bela sinfonia,
Nem nunca tive um salão para mim,
Sei tenho apenas 16 anos,
sei que sou brega e uso uma meia de cada cor,
sei que todo mundo com 17 faz poeminhas,
Me de licença Paulo,
Com todo respeito ,tenho 16,
Mas pretendo escrever bastante,
Vejo que eu gosto,
Vejo que tento,
Alguém gosta,
Alguém ,meu primo,meu amigo Giovane,e outros...
Não tenho certeza se gostam.

Jonas Jonhis

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