Eu sou um desses vermes que se enfiam nas dobras do concreto,das paredes do banheiro,o cheiro da urina,que deixa brilhante o chão,não me incomoda mais,o verdadeiro odor é aquele que deprime minhas ações ,não posso pensar no agora,porque estou mofando nesse podre banheiro que tem vasos sujos e portas cinzas e velhas, e pichadas de caneta azul,acho que aqui se compara com a sala de aula todos com seus cheiros exalados pelos seus poros mentais.A professora de Biologia,Química,Física,não me explicou,que a verdadeira razão de aprender é errar ,mas o que adianta ,eu estou aqui no banheiro,chorando sobre o vaso,que á mesa de jantar dos deprimidos,que me sustenta, mais do que minha razão,que viver,sempre chutando,sempre segurando a maçaneta da incompreensão,que é também a ultima e única forma de tornar as minhas palavras, o centro dos objetos.
Devia abraçar alguém,ao em vez de chorar,sobre o tampa plástica da cerâmica. Que texto mais estranho esse,escrevo,como poesia,esse é o fato pelo qual não paro de escrever, a caneta segurada na mão ,que força estranha é como um cabide que segura minhas emoções está minha dor de estômago,já não sei mais,sumiu,até por um lado isso é bom,quando me sinto mal,escrevo assim,e agora o verme tem coragem, de sair do banheiro, e voar rasgando sobre cabeça-de-gente.
Olá ,queridas pessoas iguais,eu sou a traça do tempo,passo os tempos aqui,acho que ainda não tenho coragem de enfrentar eu mesmo,que piedosa é alma de alguém divida em duas partes ,que sempre balança o peito sem dó.Que coisa estranha ,não eu leitor,isso já deves saber ,eu digo que é estranho ,como passo todo o momento,querendo me mostrar,me propagar,ser publicidade, dos dias podres.
Sou tão covarde que paro as palavras aqui,sem medo de ser taxado de ser texto horrível,já me calejei de comentários fúteis,que me enfiam cada vez mais nos canos da privada desse banheiro mudo e acolhedor.
Jonas dos Santos Munhoz,2010 .
jonas onas onas... boa sorte com o blog!
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